Sociedade da
Aprendizagem
Maria Aparecida
Scheffer[1]
Texto produzido no Curso Tecnologias na Educação
Pozo, no seu artigo a Sociedade da
aprendizagem e o desafio de converter informação em conhecimento, nos reporta
ao fato de que nossas crianças e adolescentes têm sido “vítimas” de um
emaranhado de confusões no que se refere ao conhecimento escolar, onde passam
um maior tempo na escola e vem apresentando maior fracasso escolar.
Que em nossa atual sociedade existe um índice
nunca antes verificado de pessoas aprendendo, porem que há uma necessidade de aprender
cada vez mais coisas, mas, é necessária uma nova maneira de aprender tanto
cognitiva como socialmente.
Segundo Pozo e Postigo (2000) A informação é
volátil e flexível e a escola precisa formar então, alunos que consigam acessar
e dar sentido a tais informações, que desenvolvam suas capacidades de aprender
e ter assimilação crítica das informações.
Pozo (2003) diz que não existe mais um saber absoluto,
devido as consequências da multiplicação informativa nossa atual sociedade vem
experimentando uma crescente incerteza intelectual e pessoal, mas que há que se
tomar ciência para não cair num relativismo extremo, que é segundo Morin ,(2001), necessário aprender a conviver
com a diversidade de perspectivas, com a relatividade das teorias, com a
existência de múltiplas interpretações de toda informação, para então construir
seu ponto de vista. Que é necessário dialogar coma incerteza e para tal
precisamos mudar nossas crenças ou teorias implícitas sobre a aprendizagem que
valoriza a repetição como aprendizagem.
Para Pozo e Postigo (2000), o sistema
educacional precisa formar os futuros cidadãos para serem mais flexíveis,
eficazes e autônomos, dotando-se de estratégias de aprendizagem adequadas para
enfrentarem novas e imprevisíveis demandas de aprendizagem. Para poder atender
as exigências dessa nova sociedade que esta se instalando o ensino de novas
competências para a gestão do conhecimento deverá ser uma das metas essenciais
da educação.
Para Pozo e Monereo (2001) a nova cultura de
conhecimento requer além de competências interpessoais, afetivas e sociais, no
mínimo ensinar aos alunos outras cinco capacidades para a gestão metacognitiva
do conhecimento que são: Competências para a aquisição de informação, para a
interpretação da informação, para a analise da informação, para a compreensão
da informação e para a comunicação da informação.
Contudo que é necessário para mudar a forma
de aprender dos alunos reque mudar a forma de ensinar dos professores e por
isso, a nova cultura da aprendizagem exige um novo perfil de aluno e de
professor e que só é possível se houver mudança na mentalidade, nas concepções
arraigadas de uns e de outros sobre a aprendizagem e o ensino.
[1]Maria
Aparecida Scheffer – Professora de Educação Física – E.E.B. M. Prof. Alda
Santos de Vargas

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